Me deu vontade de gritar pra você, e pra quem quisesse ouvir. Esse grito há tanto tempo preso, contido. Dizer que te amo demais. Não, não voltei a ficar com você. Nem um beijo, nem um abraço, nem um aperto de mão. Nada disso aconteceu. Mas eu te amo. Bastou um mero esbarrão pra adentrar nos seus olhos de novo. Pronto, foi só isso. E até agora trago ele comigo. Aquele par de olhos azuis assustados pela coincidência do nosso encontro. Eu te amo, menino dos olhos mais lindos que já vi. Mesmo que isso seja a última coisa que você queira ouvir. E que seja a última coisa que eu deva sentir e falar. Mas eu te amo, e agora sei que isso não vai passar.
Foi amor à primeira vista - cinismo, inteligência e um par de olhos azuis (suspiro!) numa pessoa só. Com todos esses atributos, já não dá mais pra viver sem ele.
Pois é, resolvi então dividir o namorado com a Tati. Com vocês, o Dr. Gregory House.
"Eu decidi que tô namorando o doutor Greg House, aquele com cara de 'adoro sexo, mas sou arrogante demais pra fazê-lo' que passa todo dia as oito da noite no canal 43. Menos às sextas. E sábados. E domingos. Como todo péssimo namorado, ele tem mais o que fazer da vida nesses dias. Já que a vida inteira namorei rapazes que não me namoravam e fui namorada de rapazes que jamais namorei, resolvi namorar o House e fim de papo. Comprei um estoque de Vicodin e um apartamento em andar baixo. Tudo pensando nele. O House pode tudo. Ele pode me dizer que meu cabelo era infinitamente melhor mais curto e mais claro. Ele pode me dizer que eu fico infinitamente mais bonita com uns cinco quilos a mais. Ele pode reclamar que eu cortei a malhação por falta de grana e paciência. Ele pode reclamar da queda hormonal e da minha mania de viver caindo. Ele pode rir da minha vontade de escrever novela ou qualquer outra coisa popular que me encha de dinheiro para eu poder escrever livros quieta ouvindo Nina Simone, da minha mania de cantar Maroon 5 e do fato de eu escrever tudo em primeira pessoa porque, de verdade, acho um saco qualquer outra coisa do planeta que não passe aqui por dentro. E o House super passa, em meus sonhos. Quando vai dando sete e meia da noite (ahhh, a falta do que fazer, já tem uma semana que não aparece um bom freela ou um bom sei lá o quê) tomo meu banho. Passo meus cremes. Coloco uma roupinha pra ele. Me tranco no quarto, no escuro. Vou passar os próximos sessenta minutos vendo vômitos, sangue, paradas cardíacas, berebas purulentas e a famosa lombar punction. Mas meu coração não entende nada como desgraça, a não ser a óbvia desgraça do amor. Todos os dias eu acho que vou morrer. E todos os dias ele descobre mil coisas pra não deixar. Porque quase nunca se morre nas mãos dele. E todos os dias ele me magoa terrivelmente com sua amargura e inteligência. E eu deixo porque não tem nada mais sexy do que gente que te odeia. Namorar quem tá cagando pra você, então, é o auge do sexy. Por isso eu namoro o House. Nós nunca vamos casar, ele nunca vai conhecer meus pais e eu sei que divido o seu amor com as garotas pagas. Não tem ilusão, não tem meiguices, não tem roupinha rosa com babados. É preto no branco. É sofrimento puro. É o pior namoro do mundo. Mas como diria minha mãe, 'quando essa menina decide uma coisa...'."Tati Bernardi
Antes o Dr. House do que outro par de olhos... E como ele diria, "everybody lies". Quem sou eu pra discordar?
"— Você tem grades nos olhos — disse. Acendeu o cachimbo. Um perfume adocicado misturou-se ao cheiro de mar. — Elas estão quase sempre abertas. Não são suficientemente estreitas para prender alguém ou alguma coisa. Houve um dia em que você deixou alguém fugir por entre as grades."
Caio Fernando Abreu
Eu passei pelas grades e ele nem viu. Há um tempo, pra dentro. Hoje, pra fora.
- Que tá acontecendo com você? - Como assim? Não tô entendendo... - Tá diferente. Sem aquela ansiedade constante de tudo-ao-mesmo-tempo-agora. - E olha que não é efeito de calmante, nem de florais. Acho que me aquietei mesmo. - Tá até mais bonita...sério! Mas e aí, vai tomar o quê? - Parei de beber. E de fumar. - O quê??? Logo você? - Acontece nas melhores famílias. - Foi desgosto? Desgosto, não. Isso dá é vontade de beber mais. - Rs...é gosto pela vida mesmo. - Mas parou de fumar. Isso tá valendo. Gostei. - Também. Tá me fazendo um bem danado. - E tô te vendo tão pouco. A turma anda desfalcada. Você faz falta. Muita. - É bom sumir de vez em quando. E sentir saudade às vezes faz bem. A gente acaba dando mais valor ao reencontro. Como esse agora. - Tá sendo muito bom mesmo rever o seu sorriso! Mas... - O quê? - Tô curioso. Me diz, de verdade, o que te fez mudar tanto? Mudou até de casa. - Começo de ano faz isso...dá vontade de renovar tudo. Ou talvez mudar de endereço, costumes e vícios seja mais fácil do que trocar de coração.
Adoro a sensação do final de ano e da sua relação com o recomeço.
Parece que o corpo ganha um gás diferente e a alma se inflama de novos ares. Me dá a impressão de ter sido presenteada com uma nova chance. Pra repensar a vida. Pra começar o adiado, e terminar o mal acabado. Pra fazer a coisa certa. Pra colocar um ponto final no que não me faz bem. E principalmente, pra um monte de coisa na minha vida que, deliberada e urgentemente, precisa ser mudada, melhorada, esquecida e enterrada. Pois aí vão minhas resoluções de 2009. É piegas, mas não custa nada acreditar que tudo vai ser diferente:
- Deixar de gostar, esquecer e tirar da minha vida, de uma vez por todas, certa criatura (pro bem viver do meu coração e para a boa convivência com meus amigos); - Parar de fumar (isso já é fato, desde o reveillon); - Deixar de beber por um tempo, pra desintoxicar o corpo e a mente (idem item anterior); - Voltar a estudar com força total (e isso inclui comprar livros e mais livros); - Como resultado do item anterior, passar num concurso (mesmo que o mais provável seja em 2010); - Fazer economias (ou seja, deixar de rasgar dinheiro com tanta bobagem); - Cuidar mais do meu corpo (é, vou começar a fazer exercícios sim!); - Emagrecer, emagrecer, e emagrecer mais um pouquinho (e não me diga que é impossível perder 8 quilos); - Mudar de apartamento (estou quase lá); - Tirar minha habilitação (foi uma promessa que fiz, e vou cumprir); - E fazer de tudo pra ser muito, muito feliz!
"Sonhar é acordar-se pra dentro" Mário Quintana
Todo começo tem um fim? Dou graças. E que venha um novo começo. Bons sonhos e felizes dias a todos!
Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama... depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais, leia outros livros, viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor. a nova vida.
Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado, outra marca de sabonete, outro creme dental. Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude. Lembre-se de que a vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!"
1. Tenho um nome incomum. Sempre que falo as pessoas me olham com cara de surpresa. Algumas sorriem. Mas todas, sem exceção, me perguntam o por quê do meu nome.
2. Prefiro continuar anônima. Pelo menos aqui no blog.
3. É que alguns textos que escrevo são inventados ou de outras pessoas, mas na maioria das vezes sou a personagem principal dessas mazelas todas.
4. Escrevo pra desabafar, como escape pra um monte de coisa. É minha terapia mesmo.
5. Sou de Escorpião, com ascendente em Aquário, e lua em Leão. Ah, e meu horóscopo chinês é Dragão. Preciso dizer mais alguma coisa?
6. Fiz 32 anos agora, dia 13/11. E não consegui tudo que sonhava com 20 anos ter aos 30. Mas sei que o tempo ainda não passou pra mim. Ainda tenho um longo caminho pela frente.
7. Todo mundo me dá menos idade do que realmente tenho.
8. Desde pequenininha sempre fui a mais tímida e introspectiva dos irmãos, primos e amigos. Acho que por isso a minha vontade de escrever sobre o que sinto sempre foi tão latente.
9. Apesar da minha timidez, amigos nunca me faltaram. Posso citar cada turma inesquecível em cada etapa da minha vida.
10. Tenho duas amigas-irmãs. Uma conheço desde criança. A outra conheci recentemente. E as amo de todo meu coração. O problema é que elas moram longe e me matam de tanta saudade.
11. Mas tenho um grupo de amigos inseparáveis. Combinamos e fazemos tudo juntos, sejam festinhas, viagens, jantares, rodadas de poker. Sei que posso contar com eles pra tudo, a qualquer hora, em qualquer lugar.
12. É que tenho um imã pra atrair as melhores pessoas desse mundo - não incluindo aqui os amores, claro!
13. Normalmente atraio homens complicados, cafajestes e sem futuro nenhum. Com pouquíssimas exceções.
14. Mas ainda assim acredito que homem não é tudo igual.
15. Sou uma chorona convicta. Choro com filme, novela, casamento. Choro por meus amigos, minha família. E claro, abro o berreiro constantemente por amor.
16. Meus pais se separaram muito cedo, mas sempre lidei muito bem com isso. Lembro que adorava ter duas casas e ter a atenção redobrada dos dois.
17. Hoje vejo que todas as férias que passei com o meu pai foram as melhores do mundo.
18. E morro de saudades dele. Dói só de pensar.
19. Já morei em Salvador, Teresina e Brasília. Mas foi em Fortaleza que nasci e passei a maior parte da minha vida.
20. O tempo que passei em Brasília foram os anos de maior amadurecimento pra mim.
21. Hoje já consegui me libertar de algumas travas do passado. Ou talvez elas tenham dobrado de alguma forma que desmiolou minha cabeça de vez.
22. Tenho uma carência infinda que me tira os limites.
23. Às vezes sou enjoada mesmo. Têm dias que nem eu me aguento.
24. Bebo, fumo e saio muito. Não necessariamente nessa ordem.
25. Tô tentando beber menos e parar de fumar. Deixar de sair ainda não dá.
26. Tenho crises de ansiedade. Às vezes elas se transformam em pânico. E faço de tudo pra que ele não tome conta de mim.
27. Não saber dirigir me faz sentir inútil. Mas pretendo tirar minha habilitação o mais breve possível.
28. Não gosto de conversar muito. Escuto mais do falo, e por isso acabo passando por antipática.
29. Mas adoro falar dos meus relacionamentos. Posso passar horas contando detalhes de um encontro amoroso ou de como amo certa criatura.
30. Ainda acredito no amor, apesar de todas as decepções que já tive na vida - e olha que não foram poucas.
31. E me apaixono fácil - costumo dizer que "passou um vento, eu tô apaixonada".
32. E digo "eu te amo" sim! Um montão de vezes, sempre que meu coração pede.
33. Não me importo com que os outros falam de mim. Vivo a minha vida e pronto.
34. Mas já me magoei inúmeras vezes com fofocas a meu respeito.
35. Prefiro saber a verdade sempre, mesmo que seja doída.
36. Odeio joguinhos. E indiferença me tira do sério.
37. Não tenho muita paciência com gente burra, lenta ou curiosa demais. Encho o saco mesmo e não consigo esconder isso de ninguém.
38. Eu gosto de olhar pro mar e ouvir o barulho das ondas quebrando na praia. Me traz paz, serenidade. Me faz querer pensar na vida. Embora muitas vezes eu esqueça que existe um mar azul logo aqui do lado.
39. Uma das músicas que mais gosto é Something, dos Beatles. Aliás, escuto Beatles todo dia.
40. O que não sai do meu som, nem por decreto: Amy-Norah-Joss e Beatles-U2-Cake.
41. Tenho tesão por músico. Tocou guitarra, bateria, baixo ou cantou mais bonitinho num palco, já me ganha.
42. Costumo dizer que pra todo homem bonito só falta uma tatuagem. Acho lindo de morrer.
43. E vou fazer a minha logo, logo. Já tenho o desenho, o local, o desejo. Só falta a coragem.
44. Sou viciada em filmes. E o culpado disso é meu irmão, que povoou nossa casa com Coppolas, Scorseses, Tarantinos e afins.
45. Já vi Across the Universe, Um Lugar Chamado Notting Hill e OFabuloso Destino de Amélie Poulain mais de 10 vezes. Não me canso.
46. Adoro ler. Posso passar o dia inteiro numa biblioteca, num impasse sem fim pra escolher que livro ler primeiro.
47. Cem Anos de Solidão é um dos meus livros preferidos.
48. Mas ninguém escreveu tão bem e com ironia mais sutil sobre o amor e sobre a sociedade como Jane Austen. Adoro tudo dela.
49. Bebês me transmitem felicidade. Sou apaixonada por eles.
50. Vestido e salto alto são o que mais gosto de usar. Me faz sentir linda e feminina.
51. Amo sushi, morango com chocolate e sorvete de tangerina.
52. Meu sonho era ser médica. Mas é com a advocacia que consigo realizar meus desejos.
53. Tenho muitos medos: do escuro, de falar em público, de assalto, de envelhecer. Mas meu maior medo é de ficar sozinha.
54. Mas moro só. E adoro meu cantinho e minha independência.
55. Só não me peça pra arrumar a casa. Pago caro pra uma pessoa fazer isso, com todo prazer.
56. Sei cozinhar. E gosto. Aprendi nos meus tempos de Brasília.
57. Tenho uma insônia que me persegue há algum tempo. Aprendi a conviver com ela e usá-la da melhor forma possível.
58. Tenho sempre uma música na cabeça que me lembra alguém especial. Mas é sentindo um cheiro familiar que me vem a dorzinha no peito.
59. Comecei a tomar florais, receitados por amigo-guru. E, contradizendo a incredulidade de muita gente, me fazem muito bem.
60. Eu sou a pessoa mais manteiga derretida que existe. Sou boba mesmo. Acredito em todo mundo e perdôo fácil.
61. Morro de ciúmes de quem gosto. E muitas vezes guardo esse sentimento só pra mim.
62. Ainda acredito que vou encontrar o meu amor, e que vai ser pra vida inteira.
63. Vivo às turras com meu irmão (o louco por cinema). Mas tenho um amor incondicional por ele. Tenho mais duas irmãs e um irmão, mas ele é o meu xodó.
64. Gosto do dia com sol. Me transmite alegria. Chuva só pra dormir, e de preferência abraçadinha com alguém especial.
65. Adoro minha terra natal, mas tenho muita vergonha do sotaque daqui. Não tenho medo de dizer, acho ridículo mesmo.
66. Compro muito roupas, acessórios, lingeries e cosméticos. Sou compulsiva. Ainda mais quando tô triste. E isso não quer dizer que eu seja fútil ou superficial. É só uma fraqueza mesmo.
67. Sou míope. Uso lentes de contato desde que me conheço por gente.
68. Quando era mais nova era doida pra engordar. Era magrinha de dar dó. Agora fico louca querendo emagrecer.
69. Quando fiz 15 anos viajei pra Disney. Pode ser clichê, mas foi uma das melhores viagens da minha vida. Quero voltar lá um dia.
70. O que eu queria mesmo era conhecer a Europa. Londres e Paris mais precisamente. Já pensei em largar tudo e ir morar por lá.
71. Não tem coisa mais linda do que ouvir alguém falar em francês. A pessoa pode estar dizendo horrores pra mim, mas fico ouvindo feito uma boba, babando.
72. Não queria, mas volta e meia falo um palavrão. Não tem jeito. E "foda" é o campeão.
73. Nunca pratiquei nenhum esporte que tivesse bola. Não me dou bem com ela.
74. Sou preguiçosa sim. Minha mãe vive dizendo que sou "morta nas calças".
75. Mas sou fã de esportes. Pra assistir, não praticar.
76. E Fortaleza é meu time do coração. Vou ao estádio e tudo. Adoro!
77. Adoro sambas antigos e sambas-enredo. E ainda vou desfilar numa escola samba, pertinho da bateria.
78. Se fosse escolher uma cidade pra morar seria o Rio de Janeiro. Não tenho nem palavras. É maravilhosa, e pronto.
79. Acho que Roberto Carlos é o rei mesmo. E pode me chamar de brega que eu não ligo.
80. Já quis muito tocar violão. Cheguei até a fazer algumas aulas, mas não lembro de uma nota. E ponho sempre a culpa na minha mão pequena demais.
81. Já tive alguns namorados. E foi com o primeiro que passei mais tempo, quatro anos. Na época achava que a gente ia casar.
82. Mas já fui pedida em casamento. Recusei e não me arrependo.
83. Já sofri muito por amor, mas só uma vez achei que a culpa fosse minha. Me senti fracassada. E foi com um dos homens mais corretos que já conheci.
84. E acredito que já tive a maior decepção que uma mulher pode ter com um homem. Hoje pra mim ele é um verme. E acho graça.
85. Já recebi um buquê de flores do meu tamanho, gigante mesmo, depois de uma noite de amor. Foi o presente mais bonito que já ganhei.
86. Sonho em ser mãe, mas não tenho pressa. Acho que vou acabar sendo tia primeiro.
87. Sou católica por tradição familiar, mas acho a doutrina espírita bem coerente.
88. E minha fé em Deus está acima de tudo isso.
89. Sou totalmente da paz. Odeio confusão, barraco, baixaria.
90. Às vezes saio só pra dançar. Descarrego tudo numa pista de dança e volto feliz da vida pra casa.
91. Já tive que engessar minha perna uma vez. E consegui essa proeza dançando.
92. Na música gosto de tudo um pouco, mas não me vem com forró e sertanejo que saio de perto.
93. Assisto a maioria das séries de TV. Sex and the City, House, Friends, Lost e 24 Horas são os meus preferidos.
94. E já ganhei o apelido de CarrieBradshaw por causa de algumas similaridades.
95. Certa vez ganhei um concurso de redação do colégio. Até hoje isso me persegue.
96. É que as pessoas ficam dizendo que escrevo bem. Mas estou bem longe disso.
97. Voltei a estudar aos pouquinhos. Passar num concurso voltou a ser minha meta.
98. Tô achando que é difícil pra caramba falar de mim, e que esse texto ficou uma merda!
99. Mas quis publicar mesmo assim. Mais uma loucura na minha vida não vai fazer diferença.
100. É que achei bacana a idéia de Jaya, uma flor querida, que inventou essa história da gente se abrir um pouco pro mundo. Ou pelo menos pra quem acompanha nossos blogs.
101. E assim como ela, acredito que a vida é bonita, é bonita e é bonita!
"Como eu faço pra disfarçar a solidão profunda que sinto no meio de reuniões, no meio de papos leves, fins de sexo e começos de relacionamento? Como eu faço pra ficar perfeita o tempo todo ou virar um bicho estranho e não precisar mais de ninguém? Eu jamais serei o que eu quero, e jamais serei o que eu sou sem precisar disfarçar que quase sou o que eu quero. E cada hora eu quero uma coisa. E no fundo eu não quero porra nenhuma. Talvez só encher um pouco o saco, provocar, ser expulsa do peito de todo mundo porque não agüento morar nesses lugares obscuros que são os outros e suas más intenções disfarçadas. Tudo é uma jaula, até minha fuga. Principalmente minha fuga. E eu estou cansada demais. É só olhar pra mim." by Tati Bernardi
Eu prometi pra mim mesma, mil vezes, não te querer mais.
Nem procurar, nem ser achada. Muito menos me dar pra você. Nem um olhar furtivo te lancei esses dias. Nesses intermináveis dias. Um "oi" seco e um aceno de cabeça foi o máximo que me permiti te dar. E foi muito. E você continuou ali, com seu olhar cortante, me fazendo pegar fogo por dentro. E vou vivendo assim, fugindo de você e do que sinto. E como todo vício, só por hoje.
"Teus lábios tão sonhados Vão me ter sempre aqui À espera de um olhar que faz Dia romper Céu cair Noite fechar E faz o meu ar desaparecer..." Djavan
"A menina dos meus olhos,
só a vejo diante do espelho.
E por mais que lhe fale, tímida, não responde.
E se lhe pisco o olho,
encabulada, ela se esconde."
Os textos aqui inseridos não seguem necessariamente uma ordem cronológica, e nem sempre desnudam só a minha alma. Podem ter sido vividos por mim, escritos pela troca de experiências com terceiros (previamente informados de que sua história estaria aqui), ou simplesmente são frutos de uma imaginação que teima em sonhar acordada. Sendo assim, e estando devidamente avisados, desejo boa leitura a todos!
My Soul = Minha Alma
alma al.ma sf (lat anima) 1 Nome que exprime vagamente a causa oculta dos movimentos vitais; princípio, força vital, princípio sensitivo e intelectual, vida. 2 Filos Princípio imaterial da vida, do pensamento e da ação. 3 Coração, peito, considerados como centro de afetos, de paixões; consciência; tudo o que dá vigor, força, expressão, não só no físico, mas também no moral. 4 Teol Substância incorpórea, imaterial, invisível, criada por Deus à sua semelhança; fonte e motor de todos os atos humanos. 5 Teol Essa substância, quando separada do corpo. 6 Pessoa, considerada como dotada de afetos e paixões: É boa alma (= pessoa boa). Informações adicionais: O Soul é um gênero de música que nasceu do rhythm and blues e do gospel durante o final dos anos 50 e início dos 60 entre os negros norte-americanos. A música soul normalmente apresenta cantores individuais acompanhados por uma banda tradicionalmente composta de uma seção rítmica e de metais.